É precisamente a possibilidade de uma escolha racional que define a liberdade; fora do espaço das justificativas válidas, encontramos apenas o capricho. Isso é também um princípio educativo: ao educar uma criança, percebemos como, antes da “idade da razão”, elas são contraditórias. Querem realizar um desejo mas não estão dispostas a suportar as consequências dele. Se não intervimos a tempo, o capricho se torna a regra; e todo o irracionalismo da vontade de poder vem à tona como um vício, um hábito confirmado por inúmeros atos arbitrários concretos. O que no início parecia liberdade irrestrita se torna escravidão, e a pessoa não consegue mais dar unidade à sua vida. Na ausência de um princípio racional, da consideração inteligente das circunstâncias e das normas de experiência, a pessoa se vê dominada por impulsos caprichosos e sem pistas de como proceder. Se um governo se torna caprichoso, temos o mesmo fenômeno escrito em letras maiúsculas: a loucura coletiva sob a forma da tirania. O governo então não mais consegue se justificar perante o tribunal da razão (ou melhor, da razoabilidade, da moderação e do manejo correto da lógica argumentativa), e por isso impõe o que ditam os seus interesses imediatos.
domingo, 22 de agosto de 2010
É precisamente a possibilidade de uma escolha racional que define a liberdade; fora do espaço das justificativas válidas, encontramos apenas o capricho. Isso é também um princípio educativo: ao educar uma criança, percebemos como, antes da “idade da razão”, elas são contraditórias. Querem realizar um desejo mas não estão dispostas a suportar as consequências dele. Se não intervimos a tempo, o capricho se torna a regra; e todo o irracionalismo da vontade de poder vem à tona como um vício, um hábito confirmado por inúmeros atos arbitrários concretos. O que no início parecia liberdade irrestrita se torna escravidão, e a pessoa não consegue mais dar unidade à sua vida. Na ausência de um princípio racional, da consideração inteligente das circunstâncias e das normas de experiência, a pessoa se vê dominada por impulsos caprichosos e sem pistas de como proceder. Se um governo se torna caprichoso, temos o mesmo fenômeno escrito em letras maiúsculas: a loucura coletiva sob a forma da tirania. O governo então não mais consegue se justificar perante o tribunal da razão (ou melhor, da razoabilidade, da moderação e do manejo correto da lógica argumentativa), e por isso impõe o que ditam os seus interesses imediatos.
domingo, 1 de agosto de 2010
...o cerne da relação das células privadas para com o Estado reside na fome de segurança. Se um dia notássemos – não estou afirmando que notamos, mas se – que nossa sopa de ervilhas se tornou mais rala, que nosso sabão não presta, que nossas residências estão em ruínas sem que alguém se preocupe com isso, iríamos protestar então? Não, pois sabemos que o bem-estar não é um valor em si mesmo, que nossas renúncias servem a um objetivo maior. E se descobrimos barreiras de arame farpado em nossos caminhos, não nos resignamos a estas limitações da liberdade de movimento sem protestar? Claro que sim. Sabemos que tudo isto acontece para a preservação do Estado, para evitar sabotagens. E se um dia chegássemos a achar que todas as ocupações do tempo de lazer devem ser sacrificadas ao indispensável treinamento militar, que os incontáveis luxos supérfluos que faziam parte da nossa educação devem agora ser deixados de lado em prol de uma imprescindível formação de cada um como trabalhador especializado nos setores absolutamente fundamentais da indústria, teríamos então razões para protestar? Não, não e não! Nós reconhecemos e aplaudimos o fato de que o Estado é tudo; o indivíduo, nada. Admitimos e aceitamos que a maior parte da assim chamada “cultura” – excluo aqui os conhecimentos técnicos – constitui um luxo para tempos em que nenhum perigo ameaça o Estado (tempos que talvez jamais voltem). Resta então a pura subsistência e a cada vez mais desenvolvida organização policial e militar. Este é o cerne da vida do Estado. O resto é secundário.
Kalocaína
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Menina de 17 anos com tamanho e comportamento de bebê de 1 ano
Menina de 17 anos congelada no tempo, com tamanho e comportamento de bebê de 1 ano, pode ser chave para explicar envelhecimento
RIO - Os cientistas esperam obter novas pistas sobre os mistérios do envelhecimento sequenciando o genoma de uma menina de 17 anos que tem o corpo e a mentalidade de uma garotinha de não mais do que 1 ano. Brooke Greenberg tem idade suficiente para dirigir um carro (nos Estados Unidos, na maioria dos estados, a lei permite ter carteira de habilitação com 16 anos) e já poderia votar no ano que vem, mas pesa apenas 10 quilos e tem 76 centímetros de altura. Estudos preliminares mostraram que sua dificuldade para crescer pode ter ligação com defeitos nos genes que fazem o resto da humanidade envelhecer.
Se a hipótese for confirmada, a pesquisa pode esclarecer questões ainda misteriosas sobre o envelhecimento e sugerir novas terapias para problem,as ligados à idade.
- Pensamos que o caso de Brooke apresenta uma oportunidade única para entender o processo de envelhecimento - disse Richard Walker, professor da Escola de Medicina da Universidade do Sul da Flórida, que está liderando o estudo. - Ela pode ter uma mutação genética nos genes que controlam sua idade e seu desenvolvimento, por isso ela parece ter congelado no tempo. Se pudermos comparar seu genoma seremos capazes de descobrir os genes e saber exatamente como agem e como podem ser controlados.
O estudo vai ser o tema principal de uma conferência na Royal Society, em Londres, esta semana. A suposição é que o envelhecimento é controlado por uma quantidade pequena de genes e entendê-los pode abrir uma nova porta para terapias que vão melhorar a qualidade de vida das pessoas e retardar a velhice.
Brooke vive com seus pais Howard e Melanie Greenberg e com suas três irmãs em Reisterstown, subúrbio de Baltimore, nos EUA. Aos 17 anos, ainda tem as fraldas trocadas, é posta para dormir e come papinhas. Ela mostra algum desenvolvimento, como ter aprendido a rastejar, sorri quando recebe cosquinhas, mas ainda não fala nem tem dentes. A menina. porém, já sofreu graves problemas de saúde, como convulsões, um AVC e dificuldades respiratórias. Uma suposição de que apesar de não estar crescendo, Brooke está envelhecendo. O pai de Brooke diz que espera que seu genoma seja sequenciado para ajudar a filha e a outras pessoas:
- Brooke é uma criança maravilhosa. Ela tem comportamentos como o de um bebê de 6 meses, mas sabe se comunicar ao seu modo e sempre conseguimos entender o que ela quer nos dizer.
Walker e seu grupo de trabalho, que trabalham no caso de Brooke, já publicaram um estudo no qual sugerem que há parte do corpo da menina que já envelheceram, mas num ritmo mais devagar e de maneiras diversas.
- Nossa hipótese é que Brooke tem alterações no gene ou nos genes que coordenam o modo como o corpo se desenvolve e envelhece - explica o cientista. - Se pudermos usar o DNA dela para identificar este gene mutante, então poderemos testar em laboratório co animais como retardar ou acelerar o processo de envelhecimento. Podemos até responder a questão de por que somos mortais.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
EXCESSO DE ZELO GOVERNAMENTAL EUROPEU
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Psicologia feminina
Quase duzentos anos de pensamento feminista mais tarde, em 1987, a eticista e psicóloga Carol Gilligan publicou o livro In a Different Voice. Nele, Gilligan contesta uma premissa que havia sido parte fundamental dos argumentos pela igualdade de direitos entre os gêneros pelo menos desde Wollstonecraft: a de que a condição das mulheres na maior parte da história, de dedicação ao lar e aos relacionamentos íntimos, era o resultado de condições sociais que as impediam de desenvolver plenamente suas faculdade morais.
Para Gilligan, o desenvolvimento moral feminino é intrinsecamente diferente do masculino. De modo geral, o modo masculino de raciocinar sobre ética (a “ética da justiça”) se caracteriza pela percepção de indivíduos independentes, com direitos, deveres e responsabilidades individuais; e pela busca de justiça, caracterizada pela imparcialidade e concretizada por meio de normas impessoais. Orienta-se pela razão. Já o raciocínio moral feminino (a “ética do cuidado”) enfatiza relacionamentos pessoais e vê os indivíduos como interdependentes. Se orienta pelas emoções e tem mais sensibilidade ao contexto, procurando atender a necessidades de pessoas particulares ao invés de buscar imparcialidade e impessoalidade.
sábado, 3 de abril de 2010
CELIBATO, OJERIZA À MULHER, CASTIDADE E CONFESSIONÁRIOS
Celibato não pertence à área do dogma. Até os concílios de Latrão de 1123 e 1139 – que declararam nulos os matrimônios dos padres – a obrigatoriedade do celibato era praticamente inexistente. Em sua Enciclopedia del Erotismo, Camilo José Cela lembra a resposta do bispo de Liège ao papa Bento VIII. Quando este, em 1023, quis afastar de suas funções todos os sacerdotes casados e impuros, o prelado lhe esclareceu que, neste caso, deveria destituir a totalidade de seus ministros.
A obrigação do celibato foi solenemente sancionada pelo Concílio Ecumênico de Trento (1551) e por fim inserida no Código de Direito Canônico (can. 277 § 1): “Os clérigos são obrigados a observar a continência perfeita e perpétua por causa do Reino dos Céus; por isso são obrigados ao celibato, que é um dom especial de Deus, pelo qual os ministros sagrados podem mais facilmente unir-se a Cristo de coração indiviso e dedicar-se mais livremente ao serviço de Deus e dos homens”. É o que diz eufemisticamente o Código Canônico. Em verdade, o celibato foi introduzido pela Igreja Católica para evitar que a Igreja perdesse posses em eventuais disputas de herança, e se mantém até hoje.
Meu círculo de amigos é constituído quase que exclusivamente por celibatários, tanto homens como mulheres. Não existe nenhum pedófilo entre eles. Mas são pessoas que não precisam privar-se da sexualidade. O problema maior da Igreja, a meu ver, reside em três outros pontos de sua doutrina: a repulsa à mulher, a exigência de castidade e a confissão. Desde Paulo a Agostinho, passando por outros pensadores do cristianismo, a Igreja sempre foi misógina.
Paulo, I Epístola aos Coríntios: “bom seria que o homem não tocasse em mulher”. Mais adiante: “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. Ou seja, o casamento não é um bem, mas um mal menor. Mais ainda. Na Epístola aos Romanos, Paulo atribui às mulheres a responsabilidade pelo homossexualismo masculino: “Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro”.
Um pretendido Evangelho de Tomás dizia: “Bendito é o ventre que jamais concebeu e os seios que jamais amamentaram”. Mas aqui o puchero foi por demais gordo e este Evangelho não foi aceito entre os canônicos. Escreveu Agostinho: “nada é mais infame que amar uma esposa como uma amante”. São Tomás, o Doutor Angelical, manifesta toda sua repulsa ao sexo: “no coito, o homem se torna semelhante a um animal no sentido em que a razão não pode controlar o deleite e a concupiscência que há em todo coito”.
Escreveu ainda o Aquinata que um homem só devia engendrar homens, "porque o homem é a perfeita realização da espécie humana". Se, apesar de tudo, nascem mulheres, isto se deve, segundo a Lux Theologorum - como também era chamado - seja a um defeito do esperma (a corruptio instrumenti), seja ao sangue do útero ou aos "ventos úmidos do Sul" (venti australes) que, devido às precipitações que provocam, são a causa de filhos com alto conteúdo aquoso, isto é, meninas.
Ou seja, o asco à mulher perpassa a Igreja, desde os Evangelhos. Nada mais lógico que os homens se busquem no espelho. Há nos pensadores católicos uma forte ojeriza à mulher, ser imperfeito para muitos deles. Daí à "opção preferencial" pelos efebos, o caminho é curto. O homossexualismo está latente nas origens da Santa Madre. Nada contra os homossexuais. Cada um se diverte como melhor lhe apraz. Ao longo de minha vida profissional, não poucas vezes fiz a defesa do homossexualismo como opção de vida ou comportamento. Acontece que padre fez voto de castidade.
Segundo problema, a exigência de castidade. Permitir o casamento aos padres católicos, como pretendem Hans Kung e outros teólogos, implica derrubar outro pilar do sacerdócio, o voto de castidade. Padre não pode ter relações nem com menor nem com maior, nem com homem nem mulher e muito menos, é óbvio, com crianças. (Padre não pode sequer masturbar-se. É pecado mortal). Ocorre que criança é mais fácil de subjugar e manter a transgressão às ocultas. Um padre hoje, se mantém um namoro prolongado com uma mulher, incorre no risco inclusive de pagar pensão. Já uma criança, é mais fácil mantê-la calada.
Terceiro estímulo aos abusos sexuais, a confissão. Na Igreja não existe o conceito de crime, mas o de pecado. Todo pecado é perdoável, mediante contrição e a recitação de alguns mantras. Sendo todo pecado perdoável, sempre se pode pecar de novo. Leo Taxil já viu isto, há mais de século, no Les Livres secrets des confesseurs dévoilés aux Pères de famille (1899) no qual comenta crimes e criminosos da época:
“Pode-se cometer todos os crimes, assassinar pai e mãe, violar meninas como Monsenhor Maret, ou sodomizar jovens como Monsieur le comte de Germiny; pode-se tirar as calças de um menino e perfurá-lo com golpes de faca; pode-se cometer os mais execráveis crimes, enlamear-se nas turpitudes mais obscenas e degradantes. Ao sair do confessionário se está, segundo a Igreja, mais inocente que um bebê que acaba de nascer. Uma vez dada a absolvição pelo confessor, Dumollard torna-se um arcanjo e Troppmann (célebre assassino) se transforma em um verdadeiro querubim”.
Resta ainda saber se a Igreja produz pedófilos ou atrai pedófilos. É natural que homens homossexuais procurem aglomerações masculinas: igrejas, quartéis, clubes de escoteiros. É lá que encontrarão o parceiro preferencial. Se quiserem um parceiro indefeso, nada melhor que colégios, corais, abrigos de adolescentes.
Pretender que a Igreja não é a instituição que mais pedófilos reúne é negar o óbvio. Confesso não saber qual o interesse de alguém em negar o óbvio. Aqueles que vêm nas denúncias dos jornais uma campanha contra a Igreja esquecem que as denúncias são feitas também por católicos que se sentem mal no seio de uma instituição que acoberta crimes.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O BRASILEIRO
O Brasileiro é assim: 1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas. 2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas. 3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração. 4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura. 5. - Fala no celular enquanto dirige. 6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento. 7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas. 8. - Viola a lei do silêncio. 9. - Dirige após consumir bebida alcoólica. 10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas. 11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas. 12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho. 13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo. 14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos. 15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto. 16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas. 17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20. 18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes. 19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes. 20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado. 21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata. 22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca. 23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem. 24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA. 25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho. 26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo. 27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha. 28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado. 29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem. 30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve. Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas... SÓ QUE NÃO USAMOS DINHEIRO PÚBLICO.
ATITUDE, È O QUE FALTA PARA O POVO BRASILEIRO. ACEITA TUDO COMO UM CORDEIRO. E OS POLÍTICOS FAZEM TUDO COM O NOSSO DINHEIRO, QUER DIZER TUDO DE ERRADO, SUBORNO, CORRUPÇÂO, MENSALÃO, CUECAS, MEIAS E OUTRAS MAIS, E NADA ACONTECE COM ELES, POR QUE ? OS ITENS ACIMA DESCRITO QUE ENVOLVEM DINHEIRO, SÃO NOSSOS MESMO, QUE FOI GANHO COM O SUOR DO NOSSO TRABALHO, ENTÃO POR QUE NÃO CONTINUARMOS FAZENDO. AGORA, OS POLÍTICOS USAM O NOSSO DINHEIRO PARA FAZEREM A TRABICAGEM. ESTE PAÍS NÃO TEM MAIS JEITO NÃO, ENQUANTO NÃO TOMARMOS ATITUDE. QUEM QUER Q SEJA, IRÁ SE BENEFICIAR DO CARGO, FAZENDO O QUE SEUS ANTECESSORES FIZERAM, (ACERTARAM SUA VIDA E DOS MAIS CHEGADOS).
VAMOS TOMAR ATITUDE ANTES QUE VENHAMOS A TER UM REGIME DITATORIAL.
É O PAÍS COM A MAIOR CARGA TRIBUTÁRIA DO MUNDO.
PESQUISEM QUE TEM MAIS COISAS...........
ESTE É O ANO!!!!!!! |
sábado, 27 de março de 2010
POESIA
Esse vento faz pensar no campo, meus amigos,
Esse vento vem de longe, vem do pampa e do céu.
Olá comprade, levanta a poeira em corrupios,
Assobie e zune encanado na aba do chapéu.
Curvo, o chorão arrepia a grenha fofa,
Giram na dança de roda as folhas mortas
Chaminés botam fumaça horizontal ao sopro louro
E a vaia fina fura a frincha das portas.
Olá compadre, mais altoi, mais alto!
As ondas roxas do rio rolando a espuma
batem nas pedras da praia o tapa claro...
Esfarrapadas nuvens nuvens galopeiam
No céu gelado, altura azul.
Este vento macho é um batismo de orgulho.
Quando passa lava a cara, enfuna o peito,
Varre a cidade onde eu nasci sobre a coxilha.
Não sou daqui, sou lá de fora...
Ouço meu grito gritar na voz do vento:
-- Mano poeta, se enganche na minha garupa!
Comedor de horizontes,
Meu compadre andarengo, entra!
Que bem me faz o teu galope de três dias
Quando se atufa zunindo na noite gelada...
Minuano
Upa upa
Na garupa!
Casuarinas cinamomos pinhais
Largo lamento gemido imenso, vento!
Minha infância tem a voz do vento virgem:
Ele ventava sobre o rancho onde morei.
Todas as vozes numa voz, todas as dores numa dor,
Todas as raivas na raiva do meu vento!
Que bem me faz! mais alto, compadre!
Derruba a casa! me leva junto! eu quero o longe!
Não sou daqui, sou lá de fora, ouve meu grito!
Eu sou irmão das solidões sem sentido...
Upa upa sobre o pampa e sobre o mar...
sexta-feira, 26 de março de 2010
Os Mortos No Oriente Médio Valem Mais Que Os Outros?
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| Escrito por: Marcos Guterman - http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman Publicado no site em: 22/03/2010 |
domingo, 21 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
O Diabo mora no Vaticano, pertinho do Papa
Da BBC, citada pelo Globo:
O exorcista-chefe da Igreja Católica disse a um jornal italiano que "o Diabo reside no Vaticano" e que bispos estariam "ligados" a ele.
Em entrevista ao diário La Repubblica, o padre Gabriele Amorth, que comanda o departamento de exorcismo em Roma há 25 anos, disse que o ataque ao papa Bento XVI na noite de Natal e os escândalos de pedofilia e abuso sexual envolvendo sacerdotes seriam provas da influência maléfica do Demônio na Santa Sé e que "é possível ver as consequências disso".
O sacerdote, de 85 anos, disse ainda que há, na Igreja, "cardeais que não acreditam em Jesus e bispos ligados ao Demônio".
Amorth, que já teria realizado o exorcismo de 70 mil possuídos, publicou um livro no mês passado, chamado Memórias de um Exorcista, em que narra suas batalhas contra o mal.
A série de entrevistas que compõe o livro foi realizada pelo jornalista Marco Tosatti, que conversou com o programa de rádio Newshour da BBC.
Tosatti disse que o Diabo atua de duas formas. Na primeira, a mais ordinária, "ele te aconselha a se comportar mal, a fazer coisas ruins e até a cometer crimes".
Na segunda, "que ocorre muito raramente", ele pode possuir uma pessoa. Tosatti disse que, de acordo com Amorth, Adolf Hitler e os nazistas foram possuídos pelo capeta.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Os Parasitas
andavam a mostrar, em cima dum jumento
um aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços,
aborto que lhes dava um grande rendimento.
Os magros histriôes, hipócritas, devassos,
exploravam assim a flor do sentimento,
e o monstro arregalava os grandes olhos baços,
uns olhos sem calor e sem entendimento.
E toda a gente deu esmola aos tais ciganos:
Deram esmola até mendigos quase nus.
E eu, ao ver este quadro, apóstolos romanos,
eu lembrei-me de vós, funâmbulos da cruz,
que andais pelo universo, há mil e tantos anos,
exibindo, explorando o corpo de Jesus.
